sábado, 27 de fevereiro de 2010

Misto de ideias.

Encontro-me numa evasão de sentimentos. Minha alma só procura o transcendentalismo, pondo de partes observações e análises. Buscando o transcendental relativo à razão pura, anteriormente a qualquer tipo de experiência. Mas será que quando se fala em amor e paixão o mais viável é analisar antes de se entregar? Eis aí uma dúvida.
Quando se tem tais sentimentos, a nossa busca incessante é de entregar-se, respeitar e obedecer as vontades, ter o impulso dilacerante, envolver-se. Descartando qualquer tipo de hipótese posterior. O fulgor é de se motivar pelos sentidos, pelo querer, pela vontade e pelo saber. E só futuramente resolver indagar de tal ato. Se mover pelos sentidos e não, mecanicamente, entrar nesses fatos. E, falando em fatos; quem acredita que exista um dualismo entre fatos verdadeiros ou falsos? Fatos são única e exclusivamente fatos. Verdadeiro e falso são correlativos, portanto, seria um erro dizer que todos os fatos são verdadeiros, somente diríamos que algo é verdadeiro se fosse a espécie de que coisa que PODERIA ser falsa. Um fato não pode ser nem verdadeiro nem falso. Só fato.
E o amor? Quem ama tem paixão? Quem tem paixão ama? Não necessariamente. Mas que é maravilhoso que os dois andem de mãos dadas, ah, isto é.
Amor, aquela afeição profunda. O conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual. Uma sensualidade. Cópula. Ambição. Veneração. Graça. Mercê.
E o passional?
Ah, que palavra gostosa é a paixão. Um sentimento forte, profundo. Afeto violento, por exercer com força este sentimento, violento por ser intenso. Arrebatado. Agitado. Veemente. Tumultuoso. Grande afeição, amor ardente. Um grau elevado de entusiasmo. Dedicação com ardor e gosto. Enamorar-se apaixonadamente. Calor.
E nos dois se mantêm o respeito, de se saber amar e entregar-se apaixonadamente. Nada melhor que os dois juntos. Ou, um por pouco tempo e outro por longo prazo. Se assim preferir.
Mas e aí, nesse ponto de conversa, o mais viável é fazer o uso do transcendentalismo sempre? Pôr sua razão à frente de um impulso emocional? Olhar, observar, para depois pôr em prática o experimento? Ou seria descartar sua razão pura e envolver-se e ter as respostas que se procurava só depois de ter feito o contato? Não importa, em todas as interrogações há alegrias e desapontamentos. Mas que vasta ideia é esta de achar que tudo é infinito. Seja o que for que imaginemos é FINITO. Portanto, não existe qualquer ideia, ou concepção, de algo que denominamos infinito. Nenhum homem pode ter em seu espírito uma imagem de magnitude infinita, nem conceber uma velocidade infinita, um tempo infinito, ou uma força infinita, ou um poder infinito. Quando dizemos que alguma coisa é infinita, queremos apenas dizer que não somos capazes de conceber os limites de fronteiras da coisa designada, não tendo concepção da coisa, mas da nossa própria incapacidade. Mas não deixe o pessimismo te apavorar. Encare. E capture sua felicidade. Suas vontades. Sejam elas quais forem; a mercê de um sentimento ou a evasão deles.



( FELIZ ANO NOVO! - Meu ano está começando agora :) )

27.02.10

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